XEQUE-MATE DA ECONOMIA

Inflação

Estéfano Barioni
11/02/2024 às 11:07.
Atualizado em 11/02/2024 às 11:07
Inflação (Pixabay)

Inflação (Pixabay)

Nesta semana, foram divulgados os resultados da inflação ao consumidor registrada no primeiro mês de 2024. Em janeiro, o IPCA teve uma variação mensal de +0,42%, um pouco acima dos +0,39% que eram esperados pelo mercado. Por outro lado, a variação foi abaixo da inflação de dezembro, quando o IPCA teve alta de +0,56% no mês e registrou alta de +4,62% em doze meses. No acumulado dos últimos doze meses, o IPCA alcança agora alta de +4,51%. 

Evolução

Este é o nível mais baixo da inflação ao consumidor acumulada em doze meses desde agosto do ano passado, quando o IPCA registrava +3,99% ao ano. A expectativa é de que o IPCA acumulado nos doze meses anteriores siga recuando, mas em ritmo mais lento, e acabe se estabilizando em um nível um pouco acima do centro da meta de inflação do Conselho Monetário Nacional, que é de 3,0% ao ano. As projeções são de que o IPCA encerre 2024 aos +3,8% ao ano.

FRASE

" A oportunidade é perdida pela maioria das pessoas porque ela se parece com trabalho".

Thomas Edison, inventor norte-americano

Variações
Em janeiro, dos nove grupos de produtos e serviços que formam o IPCA, sete tiveram variações positivas, um apresentou retração de preços e um ficou estável. Os maiores aumentos mensais vieram dos grupos de Alimentação e Bebidas e de Saúde e Cuidados Pessoais. O grupo que apresentou variação negativa de preços foi o de Transportes, enquanto a estabilidade foi verificada no grupo de Comunicação. 

Alimentação
O maior impacto na variação do IPCA de janeiro veio do grupo de Alimentação e Bebidas que teve alta de +1,38%, sendo responsável por mais da metade de toda a variação do IPCA no mês. A alimentação no domicílio, representativa da conta do supermercado para os brasileiros, teve alta de +1,81% em janeiro, influenciada pelo aumento no preço dos produtos agrícolas, como a cenoura (+43,9%), a batata-inglesa (+29,5%), o feijão (+9,7%), o arroz (+6,4%) e frutas (+5,1%). 

Clima
Esses itens foram os mesmos que mais contribuíram para a inflação de dezembro, avançando ainda mais na medição de janeiro. As condições climáticas adversas são os principais motivos pelos quais os produtos agrícolas têm subido de preços de maneira acentuada. As fortes ondas de calor intercaladas com intensas tempestades localizadas fazem com que as perdas na produção agrícola aumentem, impactando a oferta. 

Saúde
O grupo de Saúde e Cuidados Pessoais foi o segundo que mais contribuiu para o avanço da inflação em janeiro. Esse grupo já havia tido destaque no aumento dos preços em 2023, especialmente na segunda metade do ano, influenciado pelos aumentos nos preços dos insumos médico-hospitalares. Em janeiro, as maiores elevações se concentraram em produtos de higiene pessoal (alta de +0,94%), planos de saúde (+0,76%) e produtos farmacêuticos (+0,70%). 

Transportes
O grupo de Transportes teve queda de -0,65% em janeiro, com redução de -15,2% nos preços médios das passagens aéreas, depois de sucessivos aumentos no segundo semestre de 2023. Também influenciaram o grupo de Transportes os reajustes das tarifas de ônibus em algumas capitais, como Belo Horizonte e Vitória. Em Belo Horizonte, as tarifas de ônibus foram reajustadas em +15,9%. 

Combustíveis
Os combustíveis apresentaram recuo em janeiro, com variação negativa de -0,39% na média. Os preços do etanol tiveram baixa de -1,55%, o óleo diesel teve queda de -1,00%, e a gasolina apresentou recuo de -0,31% nos preços. Apenas o gás natural veicular teve alta, mas esta foi de +5,86%. 

Trajetória
As principais fontes de redução da inflação já se manifestaram ao longo dos últimos meses e não é razoável esperar que as variações futuras do IPCA fiquem consistentemente abaixo de 0,3% ao mês. Por outro lado, o preço dos alimentos deve continuar pressionado por conta das condições climáticas adversas. Este ano, o El Nino continuará atuando com grande intensidade, trazendo impactos negativos para a produção agrícola.

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